MUNDO WICCA

Paganismo – Wicca
O período neolítico não conhecia deuses, da forma que hoje se conhecem, e vigorava o matriarcado.
O conceito de “paterno” inexistia e a moral, a ciência e a religião ocupavam uma só esfera.
Segundo historiadores, a passagem para o patriarcado deu-se em várias esferas.
Na velha Europa, a sociedade que cultuava a Deusa foi vítima do ataque de poderosos guerreiros orientais, os Kurgans. O Cálice foi assim derrubado pelo poder da Espada e o elemento feminino foi relegado para o “fim da fila”.
Outro factor decisivo para tal transformação foi o crescimento da população, que levou as sociedades arcaicas à “domesticação da terra”. Os homens tinham que dominar a natureza para obrigá-la a produzir o que queriam, passaram de caçadores a recolectores e depois a agricultores.
Com a descoberta de que o sémen do homem é que fecunda a mulher (acreditava-se que esta gerasse filhos sozinha), estabeleceu-se o culto ao falo, sendo este difundido pela Europa, Egipto, Grécia e Ásia, atingindo o seu ápice na Índia.
Com o fim da era de Peixes, tipicamente masculina, o reinado feminino retorna em Aquário para resgatar Sofia, o arquétipo da Sabedoria.
Assim como o Taoísmo primitivo, todas as religiões ancestrais viam o Universo como uma generosa Mãe. Nada mais natural: não é do ventre delas que saímos?
De acordo com o mito universal pagão da Criação, tudo teria saído dessa Grande-Mãe: Entre os egípcios, era chamada de Nut, a Noite. “Eu sou o que é, o que será e o que foi.” Para os gregos era Gaia – Mãe de tudo inclusive de Urano, o Céu.
Entretanto ela não era apenas fonte de vida como também senhora da morte.
O culto à Grande-Mãe era a religião mais difundida nas sociedades primitivas. Descobertas arqueológicas realizadas em sítios neolíticos testificam a existência de uma sociedade agrícola pré-histórica bastante avançada, na região da Europa e Oriente Médio, onde homens e mulheres viviam em harmonia e o culto à Deusa, a religião.
Não há evidências de armas ou estruturas defensivas, de onde se conclui que esta era uma sociedade pacífica.
Também não há representações artísticas de guerreiros matando-se uns aos outros, mas sim pinturas representando a natureza e uma grande quantidade de esculturas representando o corpo feminino. Essas esculturas também foram encontradas em Creta, datadas de 2.000 a.C.
Vale dizer que na sociedade cretense as mulheres exerciam as mais diversas profissões, sendo desde sacerdotisas até chefes de navio.
Platão conta que nesta sociedade (a última matrifocal de que se tem notícia) toda a vida era permeada por uma ardente fé na natureza, fonte de toda a criação e harmonia.
Com o advento do monoteísmo, e a consequente dominação da mulher pelo homem, o culto ao falo estabeleceu-se em definitivo.
No entanto, o culto à Deusa não desapareceu, apenas passou à clandestinidade.
Actualmente existem diversas formas livres de assumir esse culto, e é de uma em específico que vos vamos falar hoje: A Wicca!

Os seguidores da Religião Wicca são chamados de Wiccanos, Wiccans ou Bruxos (a palavra Bruxo(a) aplica-se apenas aos representantes da Arte).
Wicca (que também é conhecida como “Arte dos Sábios” ou, muitas vezes, somente como “A Arte”) é considerada por muitos uma religião panteísta, politeísta e faz parte de um ressurgimento actual do paganismo, ou movimento neopagão, como muitos preferem chamar.
Os wiccanos não aceitam o conceito arbitrário do pecado original ou do mal absoluto, e não acreditam em céu ou inferno.
Eles crêem que quando morremos, vamos para a Terra de Verão (ou Terra da Juventude Eterna), onde recobramos nossas forças e nos tornamos jovens novamente.
A Wicca é uma religião de natureza xamanística, positiva, com duas deidades maiores, reverenciadas e adoradas em seus ritos: A Deusa e seu consorte, o Deus Cornífero.

Seus nomes variam de uma tradição wiccana para outra, e algumas utilizam-se de outros panteões para representar várias faces e estados de ambos os Deuses.
Princípio Feminino ou Grande Mãe: A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade.
É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado.
A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna.
É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado.
A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna.

Na Wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à Bruxa na Imaginação popular.
A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal.
Princípio Masculino ou Deus Cornífero: Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento e trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria.
Da mesma forma que o sol nasce e se põe, todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios de Morte e do Renascimento.

Na Wicca, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, eles fazem amor, a Deusa fica grávida, o Deus morre no Inverno e renasce novamente fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da Natureza, e mostra os ciclos da nossa própria vida.
Para alguns, pode parecer meio incestuoso que o Deus seja filho e amante da Deusa, mas é preciso perceber verdadeiro simbolismo do mito, pois do útero da Deusa todas as coisas vieram, e, para ele, tudo retornará.

Se pensarmos bem, as mulheres sempre foram mães de todos os homens, pelo seu poder de promover o renascimento espiritual do ser amado e de toda a Humanidade.
A Wicca inclui frequentemente a prática de várias formas de Alta Magia (geralmente com propósitos de cura psíquica ou física, neutralização de negatividade e crescimento espiritual) e ritos para a harmonização pessoal com o ritmo natural das forças da vida marcadas pelas fases da lua e pelas quatro estações do ano.
A feitiçaria ocidental, uma tradição baseada sobretudo nas crenças das comunidades anglo-saxónicas e escandinavas, que datam da Idade da Pedra, ergue-se sobre três conceitos básicos:
(1) O culto de uma Deusa-Mãe, um princípio feminino, em vez dos deus-homem do cristianismo
(2) A crença na reencarnação e o desejo de renascer no mesmo tempo e lugar dos seus entes queridos
(3) O conhecimento e o uso da magia, a manipulação da lei natural, de modo a trazer benefícios para o homem, utilizando melhor os recursos naturais, explorando os segredos do universo e descobrindo atalhos e remédios para melhorar a vida.

A religião wiccana é formada de várias tradições como a Gardneriana, Alexandrina, Diânica, Tânica, Georgiana, Tradicionalista ética e outras. Várias dessas tradições foram formadas e introduzidas nos anos 60, e embora seus rituais, costumes, ciclos místicos e simbolismos possam ser diferentes uns dos outros, todas se apoiam nos princípios comuns da lei da Arte.
O dogma principal da Wicca é o Conselho Wiccano, um código moral simples e benevolente: “SEM PREJUDICAR NINGUÉM, REALIZE SUA VONTADE”. Ou em outras palavras, você é livre para fazer o que quiser, contanto que não prejudique ninguém, nem mesmo a você.
(O Conselho Wiccano é extremamente importante e não deve ser esquecido na realização de qualquer encantamento ou ritual mágico, especialmente naqueles que podem ser considerados como não-éticos ou de natureza manipuladora).

Na Wicca, leva-se em conta a Lei Tripla (ou Lei de Três) que é uma lei kármica de retribuição tripla que se aplica sempre que você faz alguma coisa, seja ela boa ou má.
Não que você seja “castigado” por um ato mau, porém, quando envia uma e
nergia, o curso natural dela é voltar a si.
Assim, caso envie algo de negativo, essa força fará seu caminho, sempre se fortificando, e retornará até você.
Muitos Wiccanos usam um ou mais nomes secretos (também conhecidos como nomes mágicos, ou nomes de iniciação) para significar o renascimento espiritual e uma nova vida dentro da Arte.
A Wicca é uma Religião de equilíbrio e suas práticas religiosas seguem esse princípio com festejos solares, expressos nos Sabaths, e com celebrações lunares, expressas nos Esbaths.
Cada período lunar corresponde a uma face/característica da Deusa, assim como cada período solar corresponde a uma face/característica do Deus, sendo que em ambas as práticas, os Deuses são celebrados em igualdade. Apenas simbolicamente os Esbaths correspondem à Deusa e os Sabaths ao Deus.

Como os adeptos de religiões mais convencionais, os iniciados em feitiçaria, ou Wicca, usam instrumentos e rituais para vincular-se espiritualmente entre si e a suas divindades.
Os ritos da Wicca diferem de uma tradição para outra.
Algumas cerimónias são periódicas, marcando as fases da lua ou a mudança de estações.
Outras, tais como a iniciação, casamentos ou pactos, só ocorrem quando há necessidade.
E há também aquelas cerimónias que, como a consagração do vinho com um athame, a faca ritualística, fazem parte de todos os encontros.
Seja qual for seu propósito, a maioria dos rituais Wicca, especialmente quando celebrados nos locais eleitos eternamente pelos bruxos, evoca um estado de espírito onírico que atravessa os tempos, remontando a uma era mais romântica.
INSTRUMENTOS UTILIZADOS:
Os instrumentos usados nos rituais da Wicca têm suas origens perdidas no tempo.
Eles são importantes focos de concentração e ferramentas para provocar alterações de consciência, mas é preciso que se saiba exactamente o seu significado para que sejam usados correctamente.
Embora eles possam dar um toque de beleza e alegria aos seus rituais, uma verdadeira Bruxa jamais deve ficar dependente deles, porque a verdadeira Bruxa se faz com a mente e com o coração!

O Caldeirão – Embora algumas tradições discordem, ele é considerado o instrumento mais importante e significativo para as Bruxas pois ele representa o Útero da Grande Mãe, ou seja, a origem do Universo e de toda a Vida.
Dele viemos e para ele retornaremos eternamente.
É no Caldeirão que as Bruxas preparam feitiços, as poções e acendem o fogo para os rituais, quando não é possível acender uma fogueira ao ar livre.
Nele se realiza a Grande Alquimia Universal.
Em muitos feitiços pode conter água ou vinho energizados pela luz da lua.
De preferência deve ser de ferro, com três pés, representando os três aspectos da Deusa.
Na falta de um caldeirão, uma panela ou tigela podem substituir, desde que não sejam de material sintético, como teflon, plástico ou alumínio. Está ligado ao elemento água.

Cálice – Associado ao mito do Santo Graal, o Cálice é usado para consagrar o beber o vinho dos rituais, tendo o mesmo simbolismo do caldeirão.
Ele foi introduzido na Wicca em época mais recente.
Em algumas tradições mais puristas é substituído por uma concha ou um chifre, onde se toma o vinho.
Pode ser substituído por uma taça, ou mesmo um copo, desde que não seja da material sintético. Da mesma forma que o Caldeirão, liga-se à água.

O Punhal – Tradicionalmente, o punhal da Wicca é de lâmina dupla com cabo preto, sendo chamadoATHAME, uma palavra de origem incerta que significa “O que não morre”.
Ele representa a energia masculina, sendo um símbolo fálico dentro do ritual.
É traçado para abrir círculos e durante a Consagração, é introduzido no Cálice para simbolizar a União do Deus e da Deusa.
Os ramos mais tradicionalistas substituem o Punhal pela Varinha Mágica, alegando que ele foi introduzido recentemente na Wicca, não fazendo parte dos instrumentos tradicionais. O mesmo se diz da Espada, pois ela é um instrumento de Magia Cerimonial, que nada tem a ver com a Bruxaria.
Na falta de um Athame clássico, qualquer faca serve para o mesmo fim, desde que não tenha sido usada para tirar qualquer tipo de vida ou derramar sangue.
Caso não queira usar o Punhal, abra o círculo com a Varinha, um Cristal, ou mesmo com o dedo, como se faz na Wicca Irlandesa.

A Vassoura – Esta é uma velha conhecida e amiga das Bruxas! Toda Bruxa que se preze tem uma Vassoura!
Ela representa a União das Energias Universais.
Os pêlos e o cabo representam, respectivamente, os órgãos sexuais femininos e masculinos.
Havia um ritual muito antigo em que as Bruxas saíam “cavalgando” as vassouras pelos campos e dando grandes pulos, para que as plantas crescessem da altura de seus saltos. Talvez daí tenha vindo a crença de que podiam voar.
A Vassoura pode ser decorada com Símbolos Sagrados e ter a sua Assinatura Mágica.
Antes do ritual ela é usada para varrer o local onde será realizado, representando a limpeza espiritual de toda a Energia Negativa.
Também serve de ponte entre o espaço do círculo e o mundo exterior, isto é, ela pode ser colocada deitada num ponto, se alguém precisar sair, pode fazê-lo pulando a Vassoura sem quebrar o círculo e procedendo da mesma forma ao voltar.
É bom saber que crianças e animais podem entrar e sair do círculo sem quebrá-lo.

O Bastão ou Varinha Mágica – A Varinha Mágica tem o mesmo simbolismo do Athame.
Tradicionalmente, ela deve ser feita de uma árvore sagrada como a Aveleira, o Carvalho ou a Macieira, embora eu acredite que qualquer árvore deve servir, desde que você tenha por ela alguma predilecção ou ligação emocional.
O galho da árvore deve ser cortado na Lua Crescente, e antes de o fazer, deve-se pedir a autorização da árvore.
Depois de cortado o galho, deve-se deixar alguma oferenda em agradecimento.
Ainda hoje, as Bruxas seguem esse procedimento, deixando mel e leite para as Fadas e Elementais, e um pouco de comida para os pássaros.
A Varinha pode ser enfeitada com símbolos, fitas, cristais ou algum objeto pessoal.

A Túnica – Embora muitos Covens prefiram trabalhar “vestidos de céu”, ou seja, completamente nus, existe a opção de se usar a Túnica, tradicionalmente negra.
A cor negra isola as energias negativas, sendo óptima para ser usada quando se tem contacto com grandes multidões ou pessoas negativas.
A cor negra não tem nenhuma ligação com o Mal, como se costuma pensar erroneamente, ela representa o Útero Universal, do qual nasceu toda a Luz, a escuridão da Terra onde germinam as sementes.
Porém, não se deve usar somente a cor negra, pois precisamos da vibração de todas as cores… muito menos por mero exibicionismo ou para parecer Esotérico.
Trabalhar nus ou com Túnicas deve ser uma escolha do grupo mas deve-se ter o cuidado para que a nudez não atraia pessoas mal-intencionadas.
A nudez ritual é um sinal de pureza, de libertação de medos e tabus, mas para tanto, é preciso ter um coração puro diante dos Deuses e dos nossos semelhantes, trabalhando muito bem com nossos corpos.
É impossível se trabalhar inibida pela nudez, o que tornará o ritual totalmente improdutivo. Se esta for a situação, é melhor usar uma Túnica, mas com o tempo, é preciso superar esses bloqueios, pois eles são frutos de uma moral Judaico-Cristã repressiva, sendo que a nudez deve ser encarada como algo natural.

O Pentagrama – Embora muitos achem que o Pentagrama não pertence originalmente à Bruxaria, ele se tornou um de seus maiores símbolos.
A Estrela de Cinco Pontas representa as cinco Energias Formadoras do nosso Planeta, isto é, Água, Fogo, Terra, Ar e Espírito.

O Livro das Sombras – É essencialmente o diário de um bruxo, um diário mágico cuja origem remonta ao tempo das perseguições.
Proibidas de compartilhar oralmente seus conhecimentos, as Bruxas da Idade Média, escreviam seus conhecimentos e feitiços num Livro que ficava escondido, por isso o termo “das Sombras”, pela menção de que o Livro deveria ficar oculto a qualquer preço, sob seu dono ter contra si, provas incontestáveis de Bruxaria.
Na Idade Média, esses Livros continham essencialmente poções, feitiços, encantamentos, filtros… enfim, operações de magia não trazendo nada sobre a pessoa que o escreveu além de, talvez, seu Nome Mágico, por motivos que você pode imaginar.
Todas as tradições de ordem iniciática cobram de seus alunos a existência de um diário onde sejam anotados todos os procedimentos mágicos, factos interessantes do dia-a-dia, aprimoramentos e coisas pertinentes à disciplina mágica.
Na tradição Wicca, esses dois aspectos foram fundidos num só recurso que recebe basicamente dois nomes, ou é chamado de Grimoire que quer dizer Livro de Encantamentos como na Idade Média, ou Livro das Sombras, como o Livro que Gardner escreveu e que é usado nas tradições Gardneriana e Alexandrina.
Um Livro das Sombras funciona como um Grande Diário. Nele o aprendiz e mesmo o Bruxo experiente anota os fatos de sua vida, referentes directa ou indirectamente com a Bruxaria, copia rituais, relata acontecimentos, escreve feitiços ou mesmo poesias.
Ele serve como um Grande Avaliador do desenvolvimento mágico.
Olhando as primeiras páginas, um Bruxo, pode avaliar a quanto evoluiu no estudo e prática da Arte, comparar suas opiniões actuais com as que tinha na época e assim fazer um grande balanço da sua vida na Magia, além disso, o hábito de escrever no seu Livro das Sombras traz a prática de um aspecto muito favorável – A DISCIPLINA – essa disciplina na qual você se obriga a escrever seja todos os dias, seja 3 vezes por semana ou seja apenas quando acontecer algo relevante. Na medida que você tem de escrever, você acaba tendo que fazer alguma coisa, assim o Livro funciona como catalisador do processo de treinamento.

Você pode separar o seu Livro em 3 secções, ou mesmo ter 3 Livros: Um Grimoire, onde você anotará só os feitiços e exercícios, outro com poemas e anotações pessoais, do dia-a-dia (que efectivamente corresponderá ao seu Livro das Sombras) e outro ainda, com conhecimento de Herbalismo, Cristaloterapia, Incensoterapia, e assim por diante.
Além disso você fará um Compêndio de conhecimento sobre magia, na medida que terá à sua disposição um material confiável de consulta personalizado.
Tradicionalmente, não se permite que ninguém que não seja da Arte, toque no seu Livro, mas permite-se que outros bruxos leiam as partes que você autorizar, ou mesmo que copiem encantos e feitiços, no entanto o Livro não pode ser emprestado.
Originalmente, o Livro deveria ser um caderno normal, preto, escrito à mão e com folhas numeradas, mas pode ser uma agenda ou um fichário.
Alguns acham que ele deve ser escrito à mão, assim a energia do Livro seria mais trabalhada enquanto Livro Mágico, no entanto isso deve ficar a seu critério.

Sino – É um instrumento ritual de inestimável antiguidade.
O toque de um sino libera vibrações com efeitos poderosos de acordo com o seu volume, tom e material utilizado.
O sino é um símbolo feminino, e portanto representa a Deusa.
É também tocado para afastar espíritos e encantamentos malignos, para interromper tempestades ou para invocar energias positivas.
Muito utilizado para anunciar o começo e o fim de cada ritual.

Bola de cristal – Instrumento de clarividência e adivinhação.
Nos rituais representa as profundezas dos oceanos, portanto é um instrumento sagrado à Deusa.
Na falta de uma, pode utilizar um espelho ou uma bacia com água.
Outros Instrumentos – Também fazem parte da Wicca outros instrumentos como os Incensórios, Castiçais e outros objectos opcionais.
Muitos Covens tocam instrumentos musicais…
Enfim, o melhor é usar a imaginação para criar seus rituais.
CERIMÓNIAS A REALIZAR:
Durante o ano, são realizados 8 Sabaths:
Candlemass ou Imbolc (dia 10 de Agosto)
Equinócio de Outono ou Mabon (realizado no primeiro dia de Outono)
Beltane (dia 31 de Outubro)
Solstício de Inverno ou Yule (realizado no primeiro dia de Inverno)
Lammas ou Lughnasadh (dia 2 de Fevereiro)
Equinócio da Primavera ou Ostara (realizado no primeiro dia de Primavera)
Samhain (dia 30 de Abril)
Solstício de verão ou Litha (realizado no primeiro dia de Verão)

Para cada Sabath, há um grande ritual a ser feito.
O ideal é que no começo as pessoas façam os Sabaths seguindo algum livro, mas depois que façam seu próprio ritual, com a ajuda do que aprendem lendo e praticando.
SAMHAIN: Marca o Ano Novo pagão.
Conhecido também como o Dia das Bruxas, o Samhain é praticado no dia 30 de Abril no Brasil, e não em dia 31 de Outubro, como no hemisfério Norte.
É uma noite em que as barreiras entre a vida e a morte não são certas, permitindo aos ancestrais andarem entre os vivos.
Também conhecido como Festival dos Mortos ou Festival das maçãs, o Samhain era marcado como o momento do sacrifício, actualmente este já não se pratica.
Em alguns lugares, era a hora em que alguns animais eram mortos para garantir a comida no Inverno. Identificado com os animais, o Deus se esconde para assegurar sua existência.
O Samhain marca a morte simbólica do Deus Sol e sua passagem para a “terra da juventude” onde Ele espera o renascimento da Deusa Mãe no Yule.
Samhain é a hora de reflexão, de olhar para o ano passado, da morte. As bruxas relembram seus ancestrais e todos aqueles que se foram antes dessa noite, porque assim como o Deus deu a vida à terra, essa terra renascerá de novo.

YULE: A deusa dá a luz ao seu filho, o Deus.
Yule é a hora da maior escuridão e é o menor dia do ano. As pessoas de antigamente perceberam essas mudanças e pediram às forças da natureza para aumentarem os dias e diminuírem as noites.
As bruxas, às vezes, celebram o Yule um pouco antes do nascer do sol, e olham o sol se pondo como um final de seus esforços.
Como o Deus é o Sol, isso marca o ponto do ano em que o Sol renasce. As bruxas acendem velas, ou fogueiras para dar boas vindas à luz do Sol.
A Deusa, que trabalhou durante todo o Inverno, descansa.
No Yule, celebram a volta do Sol, e a vida que ele traz.
IMBOLC: A Deusa recupera-se do nascimento e a força do Deus está aumentando com o aumento do poder do Sol.
Imbolc marca o período em que os animais começam a dar de mamar aos seus filhotes.
Para as bruxas, é uma hora de criatividade e inspiração e é associado com a Deusa celta Brígida.
Esse é um Sabath de purificação depois da escuridão do Inverno, através da renovação do poder do Sol.
É também um festival de luz e fertilidade, marcado com enormes tochas, fogueiras e fogos em suas diversas formas. O fogo aqui representa a própria iluminação e inspiração.
É uma hora tradicional para iniciações e dedicações.

OSTARA (EQUINÓCIO DA PRIMAVERA): O Equinócio de primavera marca o seu primeiro dia, e a Deusa ganha de novo sua força e trabalha com sua magia.
As horas do dia e da noite são iguais, a luz está alcançando a escuridão, e o jovem Deus está na maturidade.
Este dia marca a mudança da demora do Inverno para a frutividade da nova estação.
A Deusa envolve a terra com fertilidade, trazendo prosperidade em cada canto.
Enquanto andamos pela grama verde, podemos desfrutar da abundância da natureza.
É uma hora de começos, de acções, de “plantar” feitiços para colhê-los no futuro, etc.
Agora é a hora da nossa viagem através dos portões para o reino de calor e da luz.
BELTANE: Quando a natureza está realmente florescendo, A Deusa e o Deus juntam-se. Isso assegura a abundância da próxima colheita e a continuação da vida.
As bruxas celebram o símbolo da fertilidade da Deusa em um ritual.
Também conhecido como a festa da primavera, Beltane tem sido longamente celebrado com rituais, festas e danças ao redor de um mastro enfeitado.
Muitas pessoas colhem flores e galhos dos jardins para decorarem suas casas e a eles mesmos.
As flores e coisas verdes, simbolizam a Deusa, e o mastro, o Deus.
Beltane marca o retorno da vitalidade, da calma, da esperança. É uma hora de amor e grande celebração, para desfrutamos das belezas que a vida nos oferece.

SOLSTÍCIO DE VERÃO: O Deus está no topo de seu poder.
É a maior hora do Sol e é marcado com o festival da luz.
Também conhecido como Litha, o verão chega quando os poderes da natureza alcançam seu poder máximo. A Terra é banhada de fertilidade da Deusa e do Deus.
No passado, as pessoas saltavam sobre as fogueiras para encorajar a fertilidade, purificação, saúde e amor.
O fogo, mais uma vez, representa o Sol, festejado no dia mais longo do ano.
O Solstício de Verão é um momento clássico para qualquer tipo de mágica.
LUGHNASADH: Era a hora em que os antepassados agradeciam os primeiros frutos da colheita.
O verão está acabando e o Deus virou sacrifício, sendo cortado de seus campos.
É uma hora sagrada para o Deus Lugh, para agradecer, e fazer oferendas em gratidão.
Quando o verão passa, nós lembramos de seu calor e abundância de comida que comemos.
Cada refeição é um ato de harmonia com a natureza, e nós lembramos que nada no universo é constante.
MABON (EQUINÓCIO DE OUTONO): A luz começa a diminuir, e o Deus começa sua jornada para o outro mundo.
Este é o término da colheita, começada no Lughnasadh.
Mais uma vez o dia e a noite são iguais, equilibrados assim que o Deus começa sua grande aventura para o desconhecido e começa o renascimento da Deusa.
A natureza decai, deixando-se pronta ao Inverno, e parte para sua hora de descanso.
A Deusa inclina no Sol nascente, quando o fogo queima dentro de seu útero. Ela sente a presença do Deus mesmo que ele esteja diminuindo.
É a colheita final. Agora, ficamos pronto para o Inverno chegar, é uma hora de equilíbrio.

Além dos oito Sabaths, os povos celtas celebravam também os Esbaths, ou seja, as treze luas cheias ao longo do ano solar.
A lua cheia foi venerada durante milénios por grupos de homens e mulheres, reunidos nos bosques, nas montanhas ou na beira da água, como a manifestação visível do princípio cósmico feminino, na forma das deusas lunares ou da veneranda Lua.
Com o advento das religiões patriarcais, houve uma divisão na vida religiosa familiar.
Os homens passaram a reverenciar os deuses (solares e guerreiros), enquanto as mulheres continuavam se reunindo para celebrar a lua cheia e honrar a Grande Mãe.
A cristianização forçada e, principalmente, as perseguições dos “caçadores de bruxas” durante os oito séculos de Inquisição, procuraram erradicar a “adoração pagã da Lua” e os Esbaths foram considerados orgias de bruxas e manifestações do demónio.
A palavra Esbath deriva do verbo “esbattre”, em francês arcaico, significando “alegrar-se”, pois essas celebrações não eram tão solenes como os Sabaths, proporcionando além dos trabalhos mágicos, uma atmosfera jovial.
Há também uma semelhança com a palavra “estrus”, o ciclo lunar de fertilidade, reforçando a ideia da repetição mensal dessas comemorações.

Tenha em mente que antes de qualquer ritual, deverá purificar-se e purificar o meio ambiente onde pratica os seus rituais. Abaixo daremos umas dicas sobre como fazê-lo.
LIMPEZA E PURIFICAÇÃO:
O ritual de purificação é o mais comum e amplo dos ritos da Wicca e existem várias formas de trabalhá-lo.
Esse rito, além de trazer mais leveza e tranquilidade para o lar, leva a um auto conhecimento de suas capacidades energéticas de forma extraordinária.
A recomendação a qualquer iniciante nos caminhos da Wicca é: Pratique primeiro os Sabaths, os Esbaths e os Ritos de Purificação, antes de aventurar-se em outras áreas mágicas.
As razões são simples: Através das actividades de purificação, você aprende a controlar e manipular melhor tanto as suas energias como a dos ambientes em que vive. Nos Sabaths e Esbaths você passa a vivenciar a Wicca, interage com Deuses e demais seres etéreos, aprende os funcionamentos básicos da ritualística da religião e ganha além de conhecimento, o amadurecimento e a seriedade necessária para trabalhar em outras áreas da Magia.
Falaremos do ritual de purificação de forma completa, ensinando maneiras de melhorar a organização, limpeza, e equilíbrio energético.
Ensinaremos como tornar o ambiente e a nós mesmos mais leves e tranquilos, após esse ritual, todo e qualquer local está apto a receber cerimónias, pois se encontra harmonizado e equilibrado.
andreia caetano
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